Hugo e Guilherme dizem que priorizam músicas 'com conteúdo' para se afastar de 'era descartável': 'Não quero hit a qualquer custo'



Das 50 músicas mais tocadas no Brasil atualmente, duas são interpretadas por Hugo e Guilherme e estão presentes no álbum novo da dupla - a mais recente a chegar ao topo da música sertaneja. Depois de estourar no ano passado, impulsionados pelo sucesso de "Mal Feito", gravada ao lado de Marília Mendonça um pouco antes do acidente aéreo que matou a artista, os artistas fizeram uma escalada que os colocou como uma das mais talentosas duplas da geração atual do segmento.

As canções que colocam Hugo e Guilherme no top-50 do Spotify são "Mágica" e "Elevador", lançamentos do álbum "Original", lançado há dois meses pela dupla. O projeto anterior já havia proporcionado aos cantores ficar no ranking das mais tocadas com cinco canções. No entanto, apesar de estarem "funcionando bem" no mercado, a prioridade não é exatamente essa.

Em entrevista exclusiva ao g1 no camarim da Festa do Peão de Barretos, onde se apresentaram pela 2ª vez no palco principal e arrebetaram uma plateia que mostrou acolher 100% o sucesso da dupla, muito aclamada pela qualidade vocal e de repertório, Hugo e Guilherme afirmaram que querem se distanciar da "era descartável" do TikTok, e perpetuar músicas que tenham mais conteúdo, ainda que isso custe um ascensão mais lenta. 

"Gravar exatamente o que a gente gosta é complicado. Se eu fosse gravar exatamente o que eu gosto eu ia gravar outro tipo de música, um sertanejo mais antigo. Lógico que a gente tem que puxar um pouco para o lado comercial. Não pode deixar de fora, mas a gente tem o cuidado de gravar músicas com conteúdo. Músicas que tocam a mente das pessoas, o coração das pessoas. É isso que faz a música andar melhor, se você toma cuidado com as letras, com o teor das músicas, elas se tornam sim inesqueciveis", afirmou Guilherme.

"Essa era tiktok é muito descartável. Elas não pensam na carreira como um todo, elas querem um hit a qualquer custo. E eu pelo menos como pessoa física não estou disposto a pagar esse preço. Eu prefiro deixar Deus tomar conta e a longevidade do nosso trabalho levar a gente adiante", completou Hugo.

Fonte: G1