Ana Castela quer evitar canções sobre sexo para respeitar crianças, mas sem priorizar nicho: 'Tem música que a mãe não pode mostrar'



Ana Castela é o maior sucesso atual da música sertaneja. Desde que surgiu para o Brasil em 2021, ela coleciona legião de fãs e números impressionantes nas plataformas digitais. Maior nome da vertente da música sertaneja conhecida como agro, que mistura modão sertanejo, funk e letras que falam do campo, a cantora arrasta multidões, como aconteceu na Festa do Peão de Barretos, onde ela se apresentou pela primeira vez no palco principal e fez história.

A jovem de 19 anos criada em Sete Quedas (MS) aumenta a cada momento o seu prestígio e sucesso. Tanto que, no último ano, ela foi protagonista de um fenômeno de popularidade visto poucas vezes no Brasil com o público infantil. Ana se transformou em uma completa febre entre crianças, que imitam seus looks no estilo boiadeira com muito brilho, franja e chapéus estilizados e inundam as plateias dos shows e as portas dos camarins.

Em entrevista exclusiva ao g1, Ana Flávia Castela, a boiadeira, falou do impacto de subir ao palco do maior rodeio da América Latina, explicou a influência do namorado, o também cantor Gustavo Mioto, no momento atual de sua carreira, e revelou a intenção de deixar de cantar algumas das músicas que têm abordagens sexuais em respeito aos fãs mirins, mas com a preocupação de não manter o foco em apenas um público.

"Eu não penso em seguir minha carreira só pensando na criançada. Eu quero ter todos os públicos, do idoso ao bebêzinho. As músicas vão ser assim, vai ter uma música que é melhor para a criançada cantar, mas vai ter música que a mãe não pode mostrar para a criança. Acho que o meu futuro vai ser meio assim daqui para a frente, vai ter músicas que a criançada pode e outras que não", explicou a cantora à reportagem.

O repertório atual de Ana, em parceria com muitos nomes ligados ao funk, tem algumas canções com trechos que tratam de relações sexuais. Ela própria deu a música "Roça em Mim", gravada em parceria com o amigo Luan Pereira e Zé Felipe, como o exemplo de tipos de faixas que em algum momento ela pretende deixar de cantar.

O single tem o refrão que diz: "Roça, roça em mim, roça, roça em mim, tira o chapéu e a bota e me bota gostosinho. Roça, roça em mim, roça, roça em mim, Que hoje tu vira o olho galopando gostosinho".

"É claro que a gente vai falar sobre coisas a mais nas músicas só que de outra forma. Exemplo: a música 'Roça em Mim', que fala sobre outras coisas, eu não vou já não vou cantar mais aquele estilo de música, sobre aquele palavreado, não é mais o meu estilo", completou.

Ana abalou a estrutura de Barretos em um show para a história devido a toda a expectativa. Ela chorou e levou um cavalo gigante ao palco. De chapéus replicados por fãs a um mar de crianças na porta do camarim, o Barretão 2023 foi, definitivamente, da cantora.

"Loucura, loucura porque é todo mundo te mandando mensagem. Seus amigos falam: arrasa, arrasa. Aí você fica mais nervosa ainda, porque você acaba lembrando que é um show muito importante para a sua carreira, para a sua vida, que você esgotou os ingressos. É uma loucura boa, mas uma loucura", afirmou a artista.

Fonte: G1