Grammys, 1º lugar na Billboard, 1,8 milhão de vendas em 1 disco e 100 feats: a influência e o legado de Chitãozinho e Xororó em números



A influência de Chitãozinho e Xororó na música sertaneja pode ser medida de várias formas. A dupla, que abriu o caminho para modernizar o gênero, com instrumentos que ainda não eram usados, coleciona recordes e algumas marcas impressionantes que não haviam sido atingidas antes deles - e nem foram depois.

Durante a semana, o g1 exibe a série "Nascidos pra cantar", sobre os 50 anos da dupla. Nesta quarta-feira (25), você poderá entender melhor qual é o legado dos cantores através dos números conquistados por eles ao longo da carreira, que, entre outros, reúnem cinco prêmios Grammy Latino, primeiro lugar na Billboard e parceria com 100 nomes da música nacional e internacional.

Além disso, a reportagem também mergulha na história que tornou os artistas tão influentes, possibilitando inclusive o surgimento de outras duplas, quando foram os responsáveis por comandar a transição do sertanejo do universo do campo para as metrópoles.

A mudança, que alterou o patamar do segmento, se deu após o fenômeno que se tornou a canção "Fio de Cabelo", lançada pelos irmãos em 1982 e que vendeu 1,5 milhão de discos. A história de como a música chegou para a dupla é contada, abaixo, pelos próprios Chitãozinho e Xororó. O trecho é parte da entrevista exclusiva deles ao g1, que foi dividida em partes.

Os números, informados pela assessoria dos cantores, colocam Chitãozinho e Xororó na vanguarda da música sertaneja em quase todos os aspectos. Nenhuma outra dupla tem tanto disco gravado, por exemplo. São 30 álbuns de estúdio e nove ao vivo. A discografia rendeu 40 milhões de cópias vendidas ao longo de 50 anos.

A quantidade de shows também impressiona. Foram 6 mil apresentações no Brasil inteiro e em outros países, com público total estimado em 100 milhões de pessoas. Além de terem reunido, em algumas oportunidades, um plateia de 100 mil espectadores, os cantores quebraram barreiras mais uma vez e, em setembro, serão a primeira dupla sertaneja a se apresentar no Radio City, em Nova York.

No total, Chitãozinho e Xororó já gravaram feats ao lado de 100 artistas nacionais e internacionais. A galeria reúne nomes como: Roberto Carlos, Caetano Veloso, Djavan, Maria Gadu, Fafá de Belém, Alexandre Pires, Fábio Júnior, Simone, Ivete Sangalo, Fresno, Bee Gees, Billy Ray Cyrus, João Carlos Martins, Cabal, Zé Ramalho, Lulu Santos, Alcione, Andreas Kisser, entre outros.

Os músicos ainda conseguiram, por duas vezes, chegar a marca de 1,8 milhão de cópias vendidas em um único álbum, com os discos "Amante" e "Fotografia", de 1984 e 1985, respectivamente. O LP "Coração Quebrado", que veio no ano seguinte, quase igualou o recorde de seus antecessores e vendeu 1,7 milhão de unidades.

Em 1993, os irmãos atingiram mais uma vez uma marca inédita. Chegaram ao primeiro lugar da Billboard, revista americana especializada na indústria musical e que apresenta um ranking das faixas mais tocadas, com a canção Guadalupe, que à época era a dona da abertura de uma novela em Miami, nos Estados Unidos. Antes, o único artista brasileiro a figurar no topo da lista havia sido Roberto Carlos.

A dupla também detém o maior número de Grammys Latinos do segmento. São cinco, sendo o primeiro em 2006, com o disco "Vida Marvada", e o último no ano passado, com o EP "Tempo de Romance", gravado durante a pandemia da Covid-19. Os outros três álbuns de Chitãozinho e Xororó que venceram o prêmio foram "Elas em Evidências", "Sinfônico" e "Grandes Clássicos Sertanejos Acústico". 

Confira todas as marcas:

39 álbuns e 10 DVDs
40 milhões de discos vendidos
Cinco grammys
Seis mil shows
Público estimado em 100 milhões de pessoas
Mais de 100 mil pessoas em um show
1,8 milhão de vendas em um disco
400 músicas gravadas
Parcerias com 100 nomes da música
70 campanhas publicitárias